Meus queridos amigos, abrigos no éter do tempo,
amados cavaleiros das cruzadas primeiras,
onde estais vós, companheiros na rua da infância,
vozes no pátio vazio, célebres e ruidosos vadios?
vai longe a louca viagem, a bagagem sonolenta,
o destino sorteado no baralho.
evoco suas presenças docemente...
ergamos taças cheias do vinho consternado,
da lição derradeira, da invencível fagulha do perigo
– da vida, queridos e bravos amigos,
que nos abandona à deriva, mas que, viva,
nos torna feliz memória, história florida na mão,
paixão da sangria incontida.
Renato Torres
Nenhum comentário:
Postar um comentário